Do HelyElas, que as meninas do Madrigale cantaram em setembro de 2010, na Fundação de Educação Artística, Ilusão à toa, de Johnny Alf, é, por gosto, uma das peças que eu mais ouço. É uma recorrência sem muitas explicações, mas que gosto muito porque me encanta a melodia e considero esse um dos melhores arranjos do Hely.
A intenção com a peça era criar um momento de respiro
dentro da apresentação. Um daqueles momentos de suspensão, quando o tempo
parece desacelerar e a escuta se recolhe. E foi o que aconteceu: com o Hely, o
piano não acompanhava, mas respirava a canção; o coro entrou com o
mesmo cuidado, pois ali a melodia é o centro e tudo o mais orbita em torno
dela. O canto busca leveza, transparência, tempo interno.
Me lembro que a reação do público foi silenciosa e
profundamente atenta. Uma emoção contida, daquelas que não pedem aplauso
imediato. Os comentários que vieram depois, me lembro, diziam o essencial: “que
peça delicada”. E assim foi e continua sendo.
Muito me encanta essa canção.
Ilusão
à toa (2) - Coro Madrigale (2010)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu nome e e-mail para que eu responda. Obrigado.