sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Ilusão à toa: a delicadeza como gesto

Do HelyElas, que as meninas do Madrigale cantaram em setembro de 2010, na Fundação de Educação Artística, Ilusão à toa, de Johnny Alf, é, por gosto, uma das peças que eu mais ouço. É uma recorrência sem muitas explicações, mas que gosto muito porque me encanta a melodia e considero esse um dos melhores arranjos do Hely.

A intenção com a peça era criar um momento de respiro dentro da apresentação. Um daqueles momentos de suspensão, quando o tempo parece desacelerar e a escuta se recolhe. E foi o que aconteceu: com o Hely, o piano não acompanhava, mas respirava a canção; o coro entrou com o mesmo cuidado, pois ali a melodia é o centro e tudo o mais orbita em torno dela. O canto busca leveza, transparência, tempo interno.

Me lembro que a reação do público foi silenciosa e profundamente atenta. Uma emoção contida, daquelas que não pedem aplauso imediato. Os comentários que vieram depois, me lembro, diziam o essencial: “que peça delicada”. E assim foi e continua sendo.

Muito me encanta essa canção.

Ilusão à toa (2) - Coro Madrigale (2010)

 

 Uma imagem contendo no interior, mesa, edifício, quarto

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Ilusão à toa: a delicadeza como gesto

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