sábado, 10 de janeiro de 2026

Um jovem regente e um retrato coral de Minas em 1984

Este blog traz muito da minha história. Isso é importante para mim porque cria um arquivo de memórias e documentos que posso revisitar no futuro. Além disso, me permite observar, com alguma distância, o movimento coral de Belo Horizonte ao longo dos anos, um movimento do qual passei a fazer parte a partir de um certo momento.

Revirando alguns papéis, encontrei este documento. O ano era 1984. Eu tinha 17 anos e regia um coro no 3º Encontro de Corais Infantis e Infanto-Juvenis de Minas Gerais, realizado em outubro daquele ano, no Auditório do Colégio Santo Agostinho, em Belo Horizonte. O programa, por si só, é daqueles registros que dizem muito mais do que aparentam à primeira vista.

O evento, promovido pela Federação Mineira de Conjuntos Corais, revela um movimento coral regional vivo, articulado e ambicioso. Havia forte presença de coros infantis e juvenis, repertório diverso e uma rede de regentes que formava, ao mesmo tempo, músicos e público. Não se tratava apenas de reunir crianças cantando. Havia projeto, repertório pensado e a compreensão de que coro infantil não é sinônimo de música simples.

O programa impressiona ainda hoje pela variedade: música antiga, polifonia renascentista, cânones internacionais, folclore brasileiro e estrangeiro, música popular brasileira, spirituals, arranjos contemporâneos. Um mosaico amplo, tratado com seriedade artística.

É nesse contexto que aparece um jovem regente, ainda no início do percurso, já inserido num movimento coral regional consistente e, sobretudo, atrevido no repertório. À frente do Coral Dom Silvério, eu já regia renascenças (que atrevimento!!!) como Super Flumina Babylonis, de Palestrina, e Teresica Hermana, de um compositor anônimo, além do arranjo de Carlos Alberto Pinto Fonseca sobre Vassourinhas. Um gesto claro: não vim aqui pra brincadeiras corais.

Esse atrevimento não nasceu do nada. Ele se insere num ambiente fértil, povoado por regentes que se tornariam figuras centrais da história coral de Belo Horizonte. Nomes como Maria Amália Martins (Malinha), Edla Lobão Lacerda e Elza do Val Gomes representam uma formação ligada aos principais coros do país. Ernani Maletta, Flávia Campanha, Elba Valéria e Vito Duarte são colegas de longa data na tentativa de dar continuidade ao que os mais antigos nos deixaram. Todos agentes ativos de um mesmo ecossistema musical.

Lembrar daquele encontro reforça uma constatação simples: ninguém se forma sozinho. Um jovem regente se constrói porque existe um campo em funcionamento, com concertos, encontros, repertórios circulando, ideias sendo testadas. O atrevimento só é possível porque há sustentação coletiva.

Visto hoje, esse evento é o retrato de um momento em que Minas Gerais investia seriamente na formação coral desde a infância, sem medo de repertório, sem paternalismo musical, sem reduzir a arte ao que se supõe “adequado”.

Que bom ter guardado esse "papel". Isso porque há documentos que registram datas, outros registram processos. Este é um deles.





 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Beat It (Internacional Madrigale)

No concerto internacional do Madrigale, Beat It, de Michael Jackson, apareceu como escolha clara de repertório. Ela é uma música marcada por pulso, tensão e atitude. Fala de confronto, de recusa da violência como espetáculo, de afirmação pessoal sem necessidade de força bruta. É uma canção direta, quase física, construída para impactar, e o desafio, no contexto coral, é não diluir essa energia.

Mark Brymer entendeu bem esse ponto ao fazer seu arranjo para coro. Ele não tenta “embelezar” a música nem traduzi-la para um universo coral excessivamente sofisticado. O foco está no ritmo, na clareza do texto, na construção coletiva do groove. O coro funciona como bloco sonoro, sustentando a pulsação e o caráter da obra.

No contexto do concerto internacional, cantar pop em coro não era simplificar, mas mudar o ponto de escuta. Nessa perspectiva, a música deixa de ser individual, deixa de ser gesto solitário, e passa a existir como ação coletiva. Para o Coro Madrigale, essa peça também funcionou como afirmação de versatilidade. Um coro que transita entre repertórios sacros, eruditos, brasileiros e populares não o faz por ecletismo vazio, mas por entender a música como experiência humana ampla. 

Beat It, no palco, é impacto imediato. O público reconhece a música, mas escuta outra coisa. Escuta a força do conjunto, a precisão rítmica, o texto dito por muitas vozes. O que antes era solo vira corpo coletivo. Beat It, ali, não pediu desculpas. Entrou em cena e ficou.

 

🎬 Madrigale Pop Internacional – 10. Beat It

 

Grupo de música no palco

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Meninos cantores: a voz que passa, a música que fica

Em 2010 escrevi um texto sobre os pueri cantores. Relendo hoje, ele pede menos explicação histórica e mais escuta do que está em jogo quando falamos de meninos cantores, ontem e agora. E que bom que os tempos mudam as tradições.

“Meninos cantores” são uma tradição antiga, ligada principalmente às igrejas cristãs, católicas e protestantes. Sempre tiveram um papel importante na história da música, já que, desde a Idade Média, os coros das igrejas eram formados por jovens ligados à vida religiosa. Vale lembrar, ou informar, que as mulheres só puderam cantar nos coros das igrejas, e ainda com muitas restrições, a partir do século XVIII.

A partir do século XII, a importância dos meninos cantores aumentou bastante, porque o desenvolvimento da música polifônica passou a exigir vozes agudas bem definidas, capazes de sustentar linhas independentes. O problema é que a “vida útil” de um menino cantor é curta: começa por volta dos sete anos e termina com a mudança vocal na puberdade, o que raramente passa dos dezesseis anos.

Foi tentando resolver essa limitação que a história dos cantores entrou num de seus capítulos mais duros. A Igreja Católica, por meio de padres que tiveram contato com o mundo islâmico no sul da Espanha, tomou conhecimento da prática da castração. Os eunucos, responsáveis pela vigilância dos haréns dos califas, tinham voz aguda justamente por terem sido castrados antes da puberdade. Essa prática acabou sendo incorporada à música europeia durante um longo período. Felizmente, foi proibida há muito tempo.

O que permanece hoje são os coros de meninos, muitos deles de altíssimo nível artístico. Esses jovens recebem formação musical consistente e executam repertórios complexos com naturalidade, fruto de estudo, disciplina e escuta coletiva.

No Brasil, há um número significativo de coros de meninos e, de algum tempo para cá, meninas também passaram a integrar esses grupos, rompendo uma exclusividade histórica que já não fazia sentido. Uma mudança necessária e muito bem-vinda.

Na região de Belo Horizonte, destaco alguns grupos que tiveram (e têm) papel importante nesse cenário: os Canarinhos de Itabirito, o Coral Mater Eclesiae, os Rouxinóis de Divinópolis e o Coral Dom Silvério.

A voz muda. O corpo cresce. Mas a experiência de cantar em coro, quando acontece cedo, costuma ficar para sempre.

 

Tölzer Knabenchor + Bach + Harnoncourt (2)

 

Foto em preto e branco de grupo de pessoas sentadas

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

I Want Jesus: quando a solidão do mundo aperta

Depois de falar sobre como montávamos coros virtuais, faz sentido voltar a uma obra que nasceu exatamente nesse contexto. I Want Jesus, no arranjo de Moses Hogan, foi montado naquele tempo de contenção na pandemia. Um tempo em que tudo estava reduzido: o espaço, o contato, o horizonte. Felizmente, ainda podíamos fazer música. E a música seguia sendo nosso respiro. Esse vídeo integrou originalmente o Concerto de Natal do Coro Madrigale, apresentado em formato de live no YouTube em 22 de dezembro de 2020 e, mais tarde, decidimos repostá-lo de forma independente. 

O texto do spiritual é direto: Eu quero que Jesus caminhe comigo. Não há ornamento, não há discurso, há desejo. Desejo de companhia, de presença, de não atravessar o caminho sozinho. Em Moses Hogan, esse pedido ganha densidade musical sem perder simplicidade humana. A escrita coral é intensa, mas nunca teatral. Tudo serve à palavra. 

Cantar esse spiritual naquele momento foi afirmação. Quando tudo pedia retração, o canto dizia permanência. Quando o mundo parecia estreito demais, a música abria um espaço interior comum. Não dá pra esquecer o que foi o tempo da pandemia... Publicar novamente esse vídeo, em março de 2021, foi também um voto silencioso: que o ano que começava trouxesse luz, mas não uma luz ingênua, e sim aquela que nasce da escuta, da partilha e da coragem de continuar.

Marcamos na descrição do vídeo um #ficaemcasa. E ficamos. Mas seguimos cantando porque, às vezes, pedir companhia já é um ato de força.

🎬🎥 Coro Madrigale - I want Jesus

 

Uma imagem contendo em pé, grupo, homem, olhando

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Como se montava um coro virtual durante a pandemia

Durante a pandemia, dirigi a montagem de vários coros virtuais: do Madrigale, do Coral BDMG, de turmas de alunos da Escola de Música da UFMG e de outros grupos vocais. Ali não se tratava apenas de gravar vozes à distância. O desafio era maior: reconstruir, peça por peça, a experiência coral possível naquele tempo suspenso.

O processo tinha método, e muita gente sempre teve curiosidade em saber como ele funcionava. Então deixo aqui um resumo:

- depois de escolhida a peça, eu montava uma base: a música era tocada com um metrônomo discreto ao fundo. Era o chão comum. Invisível, mas absolutamente indispensável;

- essa base seguia para um quarteto escolhido, que gravava as vozes-guia. Era ali que se estabeleciam respiração, intenção e caráter da obra. A orientação;

- com essa referência, cada cantor gravava seu áudio individual, quase sempre pelo celular. No início, esse era o recurso possível. Com o tempo, alguns cantores foram adquirindo microfones melhores, muitas vezes por causa do trabalho e das aulas online, e a qualidade das gravações foi melhorando muito;

- aí começava meu trabalho mais solitário que era sincronizar tudo em um programa de áudio. Eu tinha que ouvir voz por voz, tirar ruídos, acertar ganhos.  Quando uma gravação vinha frágil, eu aproveitava o que havia de melhor nela. Nada era descartado por descuido; apenas por necessidade; 

- depois, ia montando os naipes virtuais alinhando ataques, equilibrando as vozes, ajustando durações, corrigindo pequenos desvios, que eram inevitáveis. E aí havia ainda um detalhe fundamental: eu tinha que equalizar a partir da memória sonora, a memória do som real daquele coro, daquele naipe, daquela sala que já não existia naquele momento. Na sequência, mixava e masterizava;    

- com o coro “montado”, o áudio final seguia para os cantores. Era hora do vídeo. Cada um gravava sua imagem seguindo orientações precisas da equipe de produção: enquadramento, luz, gesto, intenção, figurino. Nada era aleatório. Cada montagem tinha um script muito organizado;

- por fim, a equipe de vídeo fazia o trabalho final. Costurava imagens, criava o mosaico, dava forma visual àquilo que já existia como som e como desejo de estar junto.

Era assim. Não era simples. Não era rápido e, certamente, não substituía o ensaio presencial. Mas era o que podíamos fazer... e penso que fizemos bem.





 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

A voz

Uma poesia para lembrar da minha boa amiga que, no ano passado, foi cantar em outros lugares:


A voz  

Maria Lúcia Godoy

 

A voz - minha bandeira

Meus alados tesouros

Meu êxtase, minha agonia

Minha arma secreta

Meu cacife no jogo

Minhas conquistas baratas

Meu medo, minha covardia

 

É a voz que me desafia

Me consome, santifica

Fere as cordas mais tenras

Tange a lira das almas

Afaga os santos no altar

 

Já nem sou eu, é a voz que me diz

Voz que me ata, me desata, me maltrata

Me lança ao fundo do poço

Me alça ao cimo do monte

Abre as asas sobre mim.

 

A voz, meus disfarces todos

Minha soberba, minha humildade

O outro lado da face

O mais frágil e aparente

Meu sentimento do mundo

A voz.


🎧 Maria Lucia Godoy - SABIÁ - Tom Jobim e Chico Buarque




domingo, 4 de janeiro de 2026

Salmo 150, de Ernst Widmer: o louvor em estado de corpo

No concerto de música sacra de 2008, o Madrigale encerrou o programa com o Salmo 150, de Ernst Widmer. Essa é uma daquelas obras que pedem expansão total. Ela não nos conduz ao recolhimento ou ao silêncio interior. Ao contrário: é uma explosão de som que chama o corpo, a respiração e o gesto coletivo para o centro da cena.

Eu penso que Widmer usou o texto bíblico como matéria viva. Para ele, a palavra não foi pretexto para a música, mas o seu motor. O Salmo 150, último do Saltério, não explica nem comenta, ele ordena. Louvai. Louvai com tudo o que soa. Louvai com instrumentos, com voz, com o corpo inteiro. Louvai enquanto ainda há fôlego (no sentido mais literal da palavra). A música acompanha essa ideia sem suavizar nada. Não há aqui uma melodia “cantável” no sentido tradicional, daquelas que se levam para casa distraidamente. O que se constrói é um campo rítmico intenso: ataques secos, acentos deslocados, blocos sonoros que se chocam e se reorganizam. A sensação é de movimento contínuo. A harmonia não busca conforto; ela serve à palavra, acompanha sua urgência, nunca o contrário.

Para o coro, é uma peça difícil. Cada entrada pede atenção absoluta ao conjunto; cada ataque exige precisão coletiva; cada respiração precisa ser pensada como gesto comum. O texto não tolera individualismos e o louvor aqui só existe quando todos se tornam um só corpo sonoro. Encerrar um programa sacro com Widmer é dizer que o sagrado também pode ser tensão, pulso, vigor e presença física. Que fé, quando cantada, não é apenas contemplação, é ação organizada no tempo.

Talvez seja isso que torne essa obra tão atual. Widmer não escreve uma música sacra presa à ideia de passado ou de tradição idealizada. Ele escreve a partir do agora, do corpo presente, da fricção entre texto, som e movimento. Cada “louvai” soa quase como um impulso para frente. E talvez por isso essa peça permaneça tão viva na memória. Porque não se limita a ilustrar um texto bíblico. Ela realiza o texto. Faz com que o coro, e quem escuta, experimente, ainda que por alguns minutos, o que significa louvar com tudo o que respira.

E quando a última sonoridade se dissipa, não fica o silêncio pacificado. Fica o corpo desperto. Como se a música dissesse, com simplicidade: enquanto houver fôlego, ainda há o que cantar.

🎬 Salmo 150 - Widmer




 


sábado, 3 de janeiro de 2026

Chovendo na roseira: pra florescer devagar

Vou seguir com uma canção que não anuncia o começo do ano com clarins, mas que prefere regar. Chovendo na Roseira é daquelas que chegam de mansinho, molham o chão, esperam. E, quando a gente percebe, algo já começou a brotar.

Composta por Tom Jobim, essa música guarda uma alegria que não precisa de pressa. É alegria de quem confia no tempo, de quem sabe que a flor não responde a calendário, responde a cuidado. O texto é simples, quase conversado, e a melodia se espalha como água boa, sem alarde, mas indispensável.

No arranjo de Hely Drummond, nada é excesso, nada é brilho gratuito. O desenho coral respeita a respiração da música e deixa que o essencial apareça: o balanço interno, a palavra clara, a leveza que sustenta. As vozes não disputam espaço: se apoiam. É música que se oferece, não que se impõe.

Chovendo na Roseira não promete colheita imediata. Ela apenas faz o que a música faz de melhor: prepara o terreno. E, no fundo, é disso que um bom começo de ano precisa.

 

Chovendo na roseira - Coro Madrigale (2010)

 



 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Começar o ano caminhando juntos (Jerusalema)

Janeiro gosta de passar rapidamente e por isso temos que já começar o ano com sorriso solto, fé e esperança. E vamos abrir o ano com essa alegria sem euforia vazia, com esse corpo que dança sem esquecer o chão, com Jerusalema.

A Jerusalém da canção é um destino simbólico. É lugar de chegada interior. É casa que se constrói andando. A letra repete, insiste, retorna, como quem aprende o caminho pelo corpo. Nada de promessas grandiosas: apenas o pedido essencial de não se perder. Lançada por Master KG (Kgaogelo Moagi), Jerusalema se mostra com pessoas comuns dançando juntas. Trabalhadores, comunidades, coros, gente que decidiu responder ao peso do tempo com movimento e com alegria.

No arranjo coral de André van der Merwe, a música encontra o espaço ideal para florescer. O coro não embeleza, não domestica, não transforma em vitrine. Ele acompanha, sustenta o pulso, respira junto e caminha. É alegria que não grita; é alegria que convida.

Começar o ano com Jerusalema é aceitar que a alegria pode ser profunda; que dançar também é rezar, mesmo sem altar; que cantar junto é um ato de confiança no outro; e que, às vezes, a melhor resolução de janeiro é esta: seguir em boa companhia.

Se 2026 pede caminho, que seja assim: com o corpo desperto, o ouvido atento, e o coração afinado no coletivo. Afinal, há músicas que não inauguram o ano com fogos, elas inauguram com passos.

  

🎬 Jerusalema - Stellenbosch University Choir

 

Auditório com pessoas ao redor

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Vamos abrir o ano cantando juntos - porque nós somos o mundo

Para mim, o ano começa sempre num território delicado. Não é mais o que ficou para trás, ainda não é o que virá. É um intervalo. Um lugar onde as promessas ainda não existem e as certezas, se somos honestos, também não.

Escolho começar o ano com We Are the World porque a letra não fala de conquistas prontas, mas de responsabilidade em movimento. Ela lembra que há escolhas que não dependem de grandes gestos heróicos, mas de decisões repetidas: cuidar, dividir, não se omitir. Nesse momento, é como se ela dissesse que o mundo não muda porque o calendário muda. Muda quando alguém decide agir diferente. 

Começar o ano assim é aceitar que ninguém atravessa o tempo sozinho. Que o futuro não se constrói em vozes isoladas, mas em escuta. Que ajudar não é um gesto extraordinário, é um dever cotidiano. E que, mesmo sem resolver tudo, podemos escolher não piorar o mundo.

Então, vamos lá: que este novo ano não nos peça perfeição, mas presença; não nos peça respostas prontas, mas responsabilidade; não nos peça milagres, mas atitude. Porque, no fim, a mensagem é simples e exigente ao mesmo tempo: o mundo que queremos começa no modo como nos colocamos nele.

Feliz Ano Novo. Que 2026 seja um ano vivido em conjunto.


Busquei diferentes arranjos corais, mas optei por manter a gravação original da canção. Ainda não me convenci de que tenha sido superada.

🎬 USA For Africa - We Are The World (HQ official Video) - YouTube




 

Quanto o tempo corre diferente: o Internacional Pop Rock 2026 (1)

Não sei medir um concerto pelo relógio. Sei que ele começa em determinada hora, que existe uma sequência de músicas, que cada arranjo tem ta...