Coral da FALE, por Phill Rezende
Fundado em 1987, é um dos, senão, o coro mais antigo do Núcleo de Música Coral, do qual faz parte desde a criação, em meados de 1998.
Foi inicialmente formado por alunos
da Faculdade de Letras da UFMG, apoiados por professores, com o objetivo de dinamizar o
cotidiano acadêmico e promover o canto coral como parte de uma formação
multidisciplinar. Guiado por um crescimento substancial e por certa expansão em
proporção um tanto quanto natural, hoje, conta também com cantores de toda Belo
Horizonte e região, grande parte, de fora do contexto acadêmico. Aos poucos,
foi se formando uma proposta robusta de estímulo à interação de seus membros
com o ambiente da universidade, além de ser, por consequência, um bom alicerce
para o desenvolvimento musical dos integrantes.
Por se tratar de um grupo institucional, a função de regente do coro sempre foi rotativa, no sentido de que o cargo nunca pertenceu apenas a uma pessoa, mas sim, a quem estivesse apto no momento para ocupá-lo. Os regentes, pianistas e preparadores vocais são fornecidos pela Escola de Música, através do NMC desde sua fundação.
Já
passaram pelo coral, nomes como Cláudio Lage, Edilson Rocha, Paulo Eleutério
Tibúrcio, Walter Mesquita, Maurício Ferreira, Renato Pedroso, Eduardo Teixeira,
João Pedro Vasconcelos e, atualmente, eu, Phill Rezende. Posso dizer, então, que
“estou” regente do Coral da FALE, juntamente com Camila Divino - aluna do curso
de Canto - que atua no trato das vozes do coro, garantindo sempre que os
cantores possam exercer a atividade da forma mais saudável possível.
Eu ainda não tinha completado um mês no coral, quando fui questionado por alguém ali de dentro acerca de meus objetivos, minhas perspectivas de trabalho. Obviamente, eu não soube responder na época, afinal, acabara de chegar. Hoje, depois de um ano à frente do grupo, tenho mais clara a ideia de que, como regente temporário, uma meta interessante seria deixar o grupo para o próximo a assumir o cargo melhor que o encontrei.
Quando cheguei, vi a necessidade de alguém que me auxiliasse na gestão de um grupo tão grande em quantidade de membros e, por isso, instituí uma direção oficial (atualmente ocupada por Mércia Cordeiro, que foi quem me mostrou os primeiros caminhos de como o coro funcionava quando cheguei e também quem me ajudou nas pesquisas sobre a história do coro para esta matéria), nomeei chefes para os naipes e conto com outros ajudantes para tarefas diversas, como redes sociais, captação de eventos etc. Tudo isso pode parecer apenas burocracia a princípio, mas é o que permite que eu me concentre na função artística e musical, para entregar um trabalho à altura do que o coro demanda.
O Coral da FALE se destaca para o público pela qualidade e maturidade, mas
também, para os afetos, pelo carinho e cuidado dos membros para com a
instituição. É um grupo que passa a segurança de poder cantar com variedade,
passando por arranjos simples de música popular ou por motetos sacros, chegando
a peças mais complexas do contraponto barroco, ou até mesmo do desafiador
repertório dos compositores do Séc. XX e com muita coragem e atrevimento, tudo
isso, graças à união e comprometimento de cada um dos cantores e, claro, ao
trabalho dos regentes anteriores, que me entregaram, como legado, um coro
pronto e, junto, a imensa responsabilidade de conduzir um organismo tão complexo
e intenso.
Vida longa ao Coral da FALE!
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