Para mim, o ano começa sempre num território delicado. Não é mais o que ficou para trás, ainda não é o que virá. É um intervalo. Um lugar onde as promessas ainda não existem e as certezas, se somos honestos, também não.
Escolho começar o ano com We Are the World porque a letra não fala de conquistas prontas, mas de responsabilidade em movimento. Ela lembra que há escolhas que não dependem de grandes gestos heróicos, mas de decisões repetidas: cuidar, dividir, não se omitir. Nesse momento, é como se ela dissesse que o mundo não muda porque o calendário muda. Muda quando alguém decide agir diferente.
Começar o ano assim é aceitar que ninguém atravessa o tempo sozinho. Que o futuro não se constrói em vozes isoladas, mas em escuta. Que ajudar não é um gesto extraordinário, é um dever cotidiano. E que, mesmo sem resolver tudo, podemos escolher não piorar o mundo.
Então, vamos lá: que este novo ano não nos peça perfeição, mas presença; não nos peça respostas prontas, mas responsabilidade; não nos peça milagres, mas atitude. Porque, no fim, a mensagem é simples e exigente ao mesmo tempo: o mundo que queremos começa no modo como nos colocamos nele.
Feliz Ano Novo. Que 2026 seja um ano vivido em conjunto.
Busquei diferentes arranjos corais, mas optei por manter a gravação original da canção. Ainda não me convenci de que tenha sido superada.
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