Durante o período da pandemia, o Madrigale realizou uma série de coros virtuais. Entre eles, este registro de A Rita, de Chico Buarque, cantado pelos naipes masculinos do coro.
O arranjo é de Marcos Leite e tem, para mim, um significado especial. Foi dedicado, em 1993, a mim e ao Coral Newton Paiva, em um momento importante da minha trajetória. Retomar esse arranjo, anos depois, em um contexto completamente distinto, acabou trazendo uma outra camada de leitura para a peça.
A formação aqui é reduzida, centrada nas vozes masculinas, o que já altera o equilíbrio e a escuta da canção.
Contamos também com a participação de Túlio Araújo, percussionista de Belo Horizonte, músico de grande sensibilidade e presença, que acrescenta uma dimensão rítmica muito própria ao trabalho.
De certa forma, é também uma forma de revisitar um arranjo que me acompanha há muitos anos, agora em outro contexto e com outra escuta.
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