Memories, do Maroon 5, chegou até mim primeiro pela música. Encontrei o arranjo de Andy Beck, gostei e resolvi colocá-lo no programa do Internacional Pop Rock. Só depois apareceu outra associação. Eu sabia que minha irmã Renata gostava muito dessa música. E, quando comecei a trabalhar nela, vieram junto muitas lembranças.
O texto de Memories é construído justamente em torno disso. É quase um brinde: às pessoas que estão conosco e também àquelas que já não estão. A memória aparece sem muito peso, convivendo com a saudade de uma maneira bastante simples. Gosto disso na canção. Ela fala de ausência, mas não fica parada nela.
Musicalmente, o que mais me interessou no arranjo foi outra coisa. Há uma ligeireza na maneira como as palavras são articuladas, com desenhos que passam pelas vozes e exigem bastante clareza do coro. Acho isso muito barroco. Não porque a música queira parecer antiga, evidentemente, mas pela própria movimentação das linhas e pela importância da articulação. E há ainda a conhecida proximidade de Memories com o Cânone em Ré, de Pachelbel, que torna essa associação ainda mais curiosa.
Andy Beck fez um arranjo muito bom. É daquelas músicas que entram rapidamente na cabeça e ficam por lá. Durante os ensaios, depois do concerto, dias depois... ela continua voltando.
E foi assim que Memories acabou ficando ligada à Renata para mim. Renata é minha irmã mais nova e uma presença constante nos concertos do Madrigale. Nos Internacionais, então, dificilmente falta. Não fiz nenhuma dedicatória no palco naquela noite. Acho que foi melhor assim. Porque hoje, quando assisto ao vídeo, já não penso primeiro no arranjo, no concerto ou mesmo no Maroon 5. Penso nela.
A música ficou com essa marca: para minha irmãzinha Renata.
🎬 Memories - Madrigale Internacional Pop Rock 2026
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