segunda-feira, 23 de março de 2026

Marcelo Minal: um arranjador das Minas Gerais

Nesse blog, eu também reservo um espaço para falar dos compositores e arranjadores que se dedicam à criação do material essencial para nós, intérpretes. Muitas vezes, eles estão longe do centro dos palcos, mas sua contribuição é decisiva para que a música circule entre os coros. Entre esses nomes está o músico e arranjador belo-horizontino Marcelo Minal.

Formado em música pela UFMG, com estudos também em canto, Minal atua como arranjador, compositor, maestro e professor, transitando entre diferentes formações musicais e projetos pedagógicos. Mas talvez um dos aspectos mais interessantes de sua atuação esteja em uma escolha muito particular: tornar seus arranjos amplamente acessíveis.

Ao longo dos anos, Marcelo Minal vem disponibilizando gratuitamente um grande número de partituras para coros e outros conjuntos musicais. Esses arranjos podem ser baixados e executados livremente, com a única condição de não serem comercializados. (Scribd)

Essa atitude revela algo importante sobre sua visão de música: o arranjo não como um produto fechado, mas como um material vivo, destinado à circulação entre músicos e coros. O catálogo que ele disponibiliza reúne dezenas de peças, muitas delas baseadas em repertório da música brasileira, pensadas para diferentes formações corais, com ou sem acompanhamento instrumental.

Para quem rege coro no Brasil, esse tipo de iniciativa tem um valor especial. Sabemos como o acesso a partituras pode ser, muitas vezes, um obstáculo para grupos amadores, escolares ou comunitários. Quando um arranjador decide compartilhar seu trabalho dessa maneira, ele amplia significativamente as possibilidades de repertório. É uma contribuição silenciosa, mas muito concreta para a vida coral.

No meu caso específico, Minal foi uma preciosidade em tempos de pandemia, quando arranjou uma série de músicas para que eu fizesse coros virtuais a partir do material elaborado por ele. Esse material continua sendo muito utilizado para a formação de coros no Núcleo de Música Coral da UFMG. 

E assim são esse bons arranjadores/compositores: eles constroem caminhos por onde a música pode continuar circulando, mesmo quando seus nomes não aparecem em destaque no programa do concerto.

Um abraço agradecido, Marcelinho!!!




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